Gre.ve: Recusa, resultante de acordo, de operários, estudantes, funcionários, etc., a trabalhar ou a comparecer onde o dever os chama até que sejam atendidos em certas reinvindicações.
Mini Aurélio – Dicionário da Língua Portuguesa.
Adendo de último minuto: Era para eu ter postado isso ontem, mas minha queridíssima internet não permitiu. Perdão a todos que ficaram extremamente ansiosos e se decepcionaram (Como se tivesse alguém né). Bem, vamos ao post de hoje.
Acho que vou me acostumar com prazo de cinco dias entre um post e outro. É o tempo que levo para, ao mesmo tempo promover meu blog – que está crescendo aos poucos, ainda bem – e pensar em algo novo para escrever. Não, se você acha que escrevo rápido lamento dizer que está pesarosamente enganado. Até porque, esse post de hoje eu levei um bom tempo para preparar o texto, não é muito bom, mas é algo que eu considero muito importante que leiam. Então, vamos lá.
Vamos começar com uma narrativa cotidiana de um garoto entediado dentro de um ônibus qualquer. Em determinado momento de sua viagem, uma multidão barraqueira – é, não há outra palavra para descrever melhor, desculpa – para o trânsito. É claro que o garoto não ficou quieto em seu lugar com seu livrinho de história, ele colocou o rosto para fora e quase foi sufocado por um cartaz que dizia, em letras garrafais – negrito, itálico, sublinhado tamanho 66 – REINVIDICAÇÃO POR MELHORES SALÁRIOS. Foi naquele momento que, tive toda a certeza do mundo que a minha amada escola pode acabar entrando em greve. De novo.
Talvez você esteja pensando, querido leitor ou leitora, o porquê de um adolescente não gostar de greve. Ora, quem não quer dormir até tarde? Eu quero. Mas o preço a pagar é muito caro e muito maior que os salários pedidos pelos professores: É o preço da minha educação.

Quem se importa com a educação brasileira?
Olha, para ser sincero, sou absolutamente contra toda e qualquer tipo de greve. Gritar e espernear são ações até infantil, me lembra da criança mimada recebendo um não, e se eu conseguisse o que quero gritando, teria entrado em alguma universidade da Ivy League – Como Harvard ou Dartmouth – só gritando. Meu pai me ensinou que a maioria das coisas se resolve dialogando. Ambos os lados dizem que tentam restabelecer a situação por diálogos, veja: Os professores protestam porque o Estado não os ouve. O Estado reclama porque os professores estão protestando e não dando a chance de conversa.
O que me preocupa são os outros alunos preocupados – minoria – que, sem condições de pagarem um cursinho preparatório vê suas chances de entrar em uma universidade e mudar de vida beirando o quase nulo. É muito fácil estudar em casa, mas é mais fácil aprender com um professor.

Direito a (não) educação.
Para finalizar – é, eu sei, o post deve ter sido o mais chato até agora, mas eu precisava postar isso – eu quero falar sobre um vídeo, onde uma professora pergunta aos deputados e senadores se eles conseguiriam viver com o salário de professor. Obviamente, não conseguiriam. Eu gostaria, se você for um estudante, de qualquer idade, perguntasse ao seu professor se ele conseguiria passar a vida com um salário mínimo. Porque se essas greves idiotas - de novo, não tinha outra palavra melhor - continuarem sempre, daqui a alguns anos é isso que o brasileiro sem diploma universitário passará a ganhar: um salário mínimo.
Concordo com você Paulo, por mais que eles recebam um salário 'baixo', eles tem e se continuarmos a ter greves não poderemos ser mais 'nada'
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